Eu sinto dor, eu sofro. Quem é o culpado?

Eu sinto dor, eu sofro. Quem é o culpado?

Grande parte do sofrimento que sentimos se dá pelo fato de atribuirmos aos outros a responsabilidade de nos trazer a felicidade, de nos fazer felizes.

A co-dependência se dá pela ausência do Eu e paradoxalmente com essa ausência do eu, o egocentrismo. Ou seja, acreditamos que o outro nos trará ou nos fará feliz e para que isso aconteça queremos que tudo seja feita à nossa vontade, para satisfazer os nossos desejos. Isso se dá tanto em laços familiares, nos relacionamentos amorosos e profissionais.

Quantas vezes não nos pegamos irritados e reclamando de um filho que não fez algo do jeito que a mãe ou o pai entendesse ser o melhor pra ele? Quantas vezes não nos pegamos reclamando de nosso namorado ou marido por que ele não fez isso ou aquilo do jeito que eu acredito ser melhor? E quantas vezes encontramos muitos defeitos nos colegas de trabalho e nos achamos melhores que eles e mais certos nisso o naquilo?

Eu sou a única pessoa causadora dos meus problemas. Os outros só fazem comigo aquilo que eu realmente permito. Você pode não entender ou não acreditar nesta frase, porém, quando atribuímos ao outro a culpa pelos nossos problemas e pelo nosso sofrimento é porque não estamos conseguindo gerir a nossa vida e pondo a responsabilidade da minha felicidade em mãos alheias.

Escutar lamentações como:

_ Ele não é um bom pai para o meu filho!

_ O meu chefe não me dá o aumento que preciso.

_ Meu filho não fará a faculdade que desejo.

_ Meu namorado faz sempre a mesma coisa, não muda sua rotina.

Em todas as frases acimas encontraremos atitudes que demonstram insatisfação, frustração, egocentrismo e atribuição da nossa felicidade no outro. Quem escolheu o pai para o seu filho? Você! Por que eu acho que EU mereço um aumento? Por que sou melhor que os meus colegas? Se encontrar resposta para essas duas perguntas, faça uma apresentação para o seu chefe constando todas as suas realizações o que fez de bom para a empresa, quais os resultados positivos do seu trabalho em prol da empresa e o convença de que você realmente mereça esse aumento. Se o seu filho não fará a faculdade que você gostaria de ter feito ou a que acredita ser a melhor para ele, bom para ele que está conseguindo discernir o que é que ele realmente deseja fazer e o que tem aptidão, afinal é ele quem passará o resto da vida trabalhando com isso e não você. Você já teve a sua oportunidade e a deixou passar. E porque o seu namorado não muda a rotina e faz sempre as mesmas coisas você é obrigada a fazer também? Não. Mude você a sua rotina e viva a sua vida. Um relacionamento é feito a dois, mas a individualidade é de cada um. Você não pode deixar de existir só porque tem um relacionamento.

Sim, acabamos fazendo com que tudo fique ruim, tornamos o mundo, o nosso mundo interior como se este fosse o principal e que todos deveriam viver a nossa mercê. Mas claro que as coisas não funcionam assim, ou se funcionassem, pense o quanto complexo se torna quando cada um de nós espera que o nosso mundo e os nossos desejos se prevaleça sobre os desejos e as necessidades dos outros. Tornamos o mundo individualista, um mundo de insatisfações, frustrações, negativismo, reclamações, lamúrias e tudo se torna ruim, desgastante e desagradável.

Quando eu sinto a necessidade de criticar o outro e enxergar defeitos nos demais é porque preciso me sentir melhor que ele, então algo está errado comigo. Para que isso não aconteça ou para que eu diminua essas criticas, fofocas e reclamações em relação ao outro, é necessário voltar-se para si e fazer uma autoanálise. O que há de errado comigo? Por que sinto isso? Qual resultado eu estou buscando agindo dessa maneira?

Para que essa dor ou esse sofrimento cessem e até acabem é preciso que eu busque conhecer em mim as minhas necessidades e aprender que somente eu posso sana-las. Quando uma dessas necessidades depende de outra pessoa como o carinho, o sexo, a compreensão, é preciso lembrar e se perguntar: será que este é o momento em que ele também está disposto a fazer por mim e será que é este o momento em que as suas necessidades combinem com as minhas?

Talvez sejamos assim por termos aprendido a ser assim. Muito da nossa personalidade está embutido em nosso DNA e acabamos fazendo e agindo de maneira complexa e desordenada por impulso ou por hábito. Foi assim que aprendemos e assim que continuamos a agir. Nunca paramos para nos questionar, mas o que sabemos fazer bem é reclamar e encontrar problemas e defeitos.

Então, o que posso fazer? Como posso mudar isso?

Mudar hábitos e maneiras que já estamos habituados a uma vida inteira não é simples, requer dedicação, trabalho árduo e vigília diária consigo mesmo.

Já encontrei em várias literaturas dicas, regras, conceitos, programas e muitas outras ferramentas que orientam e sinalizam como começar e até como seguir em frente, porém, se você não é uma pessoa determinada, dificilmente conseguirá fazer mudanças efetivas em seu modo de vida sozinho. Porém, se a busca por esse “CONSERTO” é algo que você realmente quer precisará de ajuda.

O autoconhecimento é em geral doloroso e um caminho longo a ser percorrido para isso é necessário encontrar um profissional que o ajudará nesta busca e o levará ao encontro de um novo modo de vida onde a dor e o sofrimento são substituídos pela autoestima e o encontro do eu através de análise individual ou em grupos.

Para as pessoas que não podem ou não querem pagar um analista existem grupos de ajuda mutua onde apresentam uma programação repleta de ferramentas, reuniões, apadrinhamentos e que a única garantia que se tem é que realmente dá certo se você seguir o que é proposto e se dedicar.

Juliana S. Breda – site: julianabreda.wix.com/psicanalista

Vivo: (19) 9 9829-5077 / Claro: (11) 9 89831399

Agende uma consulta. Atendimentos online e presencial.

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