“As Polêmicas do Mundo Plus Size” – Sala 33

As polêmicas da moda plus-size é um artigo escrito por Luiza Magalhães no dia 04 de julho de 2014

Vale a pena ler! Texto original http://jornalismojunior.com.br/sala33/moda-plus-size/

plusFoto do calendário produzido pela Swimsuit for All. Foto: Divulgação.

A moda pode ser um problema para quem não se encaixa no padrão corporal restrito que é imposto atualmente. Nas passarelas, as modelos, geralmente bem mais magras que a maioria das mulheres que vemos no dia a dia, desfilam com roupas que existem apenas em uma faixa limitada de tamanhos. As marcas mais renomadas não confeccionam peças a partir de certo número, fazendo com que pessoas acima do peso considerado ideal só encontrem seu tamanho em lojas “populares”. E isso não deixa de ser verdade nem com pessoas famosas. A atriz Melissa McCarthy, protagonista do seriado Mike&Molly, revelou em entrevista à revista Redbook que, para uma cerimônia do Oscar, ela pediu a cinco ou seis designers famosos que fizessem um vestido para ela, mas todos recusaramMelissa-McCarthy-Getty-618x400

A atriz Melissa McCarthy agora criou sua própria linha de roupas plus-size. Foto: Reprodução

Nas últimas décadas, algumas marcas foram lançando coleções voltadas especialmente para mulheres maiores e contratando modelos não tão magras, o que deu origem ao segmento de moda chamado de plus-size. Em relação às lojas de roupas, o termo engloba manequins a partir do tamanho 16 nos Estados Unidos, o que equivaleria, aproximadamente, ao tamanho 46 no Brasil. Mas, para as modelos, o padrão é diferente: de acordo com Anthony Higgins, diretor da agência MSA Models, no passado as modelos plus-size eram aquelas que usavam do tamanho 10-12 ao 18, mas agora até modelos que usam tamanho 8 (aproximadamente 38) são consideradas plus-size.

A classificação como plus-size de modelos que não só não correspondem ao que é considerado plus-size nas roupas, como também são mais magras que a média nacional, causa muitas controvérsias. Ao fazer isso, as empresas, que tentam passar uma imagem de inclusão e diversidade, continuam limitando a moda e ditando qual tipo de corpo é aceitável e qual não é. Além de levar mulheres saudáveis a acreditarem que estão acima do peso, a indústria da moda continua a excluir aquelas que são, realmente, plus-size.
A exclusão é, na maioria das vezes, proposital. A marca Abercrombie gerou polêmica no ano passado por não disponibilizar roupas femininas em tamanho grande. Ao ser questionado sobre isso, o diretor da empresa Mike Jeffries afirmou que a marca não possui roupas maiores porque eles queriam vender apenas para pessoas bonitas e populares. Em suas palavras: “Nós somos exclusivistas? Absolutamente”. Entretanto, após uma queda abrupta nas vendas devido à competição com outras marcas, em novembro a empresa anunciou que iria expandir a variedade de tamanhos de roupas femininas.

Apesar de haver problemas com a indústria plus-size, a existência desse segmento é muito importante para a inclusão e aceitação corporal. A marca plus-size de roupas de banho Swimsuits for All fez um calendário incluindo modelos de vários tamanhos, que ganhou atenção na internet por recriar a capa de uma edição da revista Sports Illustrated. Jada Sezer, uma das modelos que participaram do projeto, afirmou: “Eu acho que precisam existir mais publicações e campanhas para que as pessoas possam dizer, ‘uau, eu pareço com essas mulheres, e elas parecem confortáveis e sexy e elas estão representando o meu tipo de corpo’”.
É importante que tanto mulheres gordas quanto magras se sintam representadas na mídia que consomem, e que todas possam usar as roupas que desejarem sem que seu corpo seja um empecilho. Por esse motivo Melissa McCarthy, após a situação do Oscar, decidiu criar uma linha de roupas plus-size. Por isso também Tim Gunn, criador da série de designers de moda Project Runway, anunciou estar interessado em fazer uma temporada do programa apenas com modelos que usem um tamanho maior que 12. São passos pequenos, mas que abrem um espaço maior para a diversidade e podem fazer a diferença na vida de várias mulheres.

Por Luiza Magalhães
abmluiza@gmail.com

 

Postado por Patrícia Nechar Plus

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